Meta Investe US$ 2 Bilhões na Manus: A Virada da IA de Chatbots para Agentes Autônomos que Realmente Executam
A Meta anunciou nesta terça-feira a aquisição da Manus, uma startup de agentes de IA que conseguiu faturar mais de US$ 100 milhões em apenas oito meses de operação. O cheque? Mais de US$ 2 bilhões. Mas o valor em si não é o mais revelador aqui: essa compra sinaliza uma guinada no mercado de inteligência artificial, onde as gigantes da tecnologia estão deixando para trás a obsessão por modelos cada vez maiores e apostando em IA que, de fato, executa tarefas no mundo real.
A Manus não é só mais uma empresa de chatbot sofisticado. Ela desenvolveu agentes autônomos capazes de operar mais de 80 milhões de computadores virtuais — e já processou impressionantes 147 trilhões de tokens. Para colocar isso em perspectiva: é como se cada brasileiro tivesse usado a plataforma mais de 700 vezes por dia desde que foi lançada. Convenhamos, não é pouca coisa.
O Que Faz a Manus Ser Diferente (De Verdade)
Enquanto boa parte das empresas de IA ainda está tentando criar chatbots mais inteligentes para conversar, a Manus já resolveu outro problema — talvez o mais importante: fazer com que a IA realmente execute tarefas complexas de forma autônoma. Seus agentes não apenas respondem perguntas ou sugerem ações; eles operam sistemas inteiros, automatizam processos e tomam decisões sem supervisão constante.
A receita da empresa saltou para US$ 125 milhões anualizados, um crescimento meteórico que despertou o interesse até da Microsoft, que também estava de olho na aquisição. A diferença? A Meta fechou o negócio em apenas dez dias — uma velocidade incomum para transações desse porte.
“Juntar-se à Meta nos permite construir sobre uma base mais forte e sustentável sem mudar como a Manus funciona ou como as decisões são tomadas” — Xiao Hong, CEO da Manus
Destaques Rápidos
- Valor da Aquisição: Mais de US$ 2 bilhões
- Receita da Manus: US$ 125 milhões anualizados
- Tokens Processados: 147+ trilhões
- Computadores Virtuais: Mais de 80 milhões suportados
- Tempo do Acordo: 10 dias para fechar
- Equipe: Cerca de 100 funcionários integrados à Meta
Como Isso Muda Seus Apps do Dia a Dia
A Meta já confirmou que a tecnologia da Manus será integrada ao Facebook, Instagram, WhatsApp e ao assistente Meta AI. Na prática, isso significa que seus aplicativos favoritos ganharão agentes capazes de executar tarefas bem mais complexas — desde automatizar postagens e respostas até gerenciar conversas comerciais completas no WhatsApp Business.
O mais interessante: a Meta manterá o modelo de assinaturas da Manus funcionando para os usuários atuais enquanto desenvolve a integração com seus próprios produtos. É uma estratégia que preserva a receita existente e, ao mesmo tempo, expande as possibilidades para bilhões de usuários.
E isso nos leva a uma pergunta inevitável: estamos realmente prontos para delegar tarefas importantes a agentes autônomos?
A Guerra dos Gigantes — Quem Está Apostando em Quê
Esta aquisição coloca a Meta numa posição única na corrida da IA. Veja como as grandes empresas se movimentaram ao longo deste ano:
| Empresa | Principais Investimentos em IA (2025) | Foco Estratégico |
|---|---|---|
| Meta | Manus (US$ 2+ bi), Scale AI (US$ 14,3 bi), Limitless | Agentes autônomos + infraestrutura robusta |
| Microsoft | Parcerias OpenAI, Azure AI | Modelos de linguagem + computação em nuvem |
| Gemini, DeepMind | Pesquisa fundamental + modelos proprietários | |
| OpenAI | Expansão ChatGPT, GPT-4 | Modelos conversacionais de larga escala |
A diferença está ficando clara: enquanto outros focam em modelos maiores e mais complexos, a Meta está apostando em IA que age no mundo real — que não apenas entende, mas executa.
O Aspecto Geopolítico (Que Poucos Estão Mencionando)
A Manus tem uma história curiosa. Fundada originalmente na China como parte da Butterfly Effect (Monica.Im), a empresa transferiu sua sede para Cingapura em junho deste ano — uma movimentação que, no fim das contas, facilitou a aquisição. A Meta foi categórica: após a compra, não haverá participação chinesa remanescente e as atividades na China serão encerradas completamente.
Essa movimentação acontece num contexto delicado. Em maio, o senador americano John Cornyn questionou publicamente o financiamento de empresas com vínculos chineses, incluindo críticas diretas à Benchmark — a mesma firma de venture capital que liderou uma rodada de investimento na Manus avaliada em US$ 500 milhões.
O timing não parece coincidência.
Linha do Tempo: Da China ao Vale do Silício
- Maio 2025: Senador Cornyn questiona investimentos em startups com vínculos chineses
- Junho 2025: Manus transfere sede para Cingapura
- Segundo semestre 2025: Benchmark lidera rodada de US$ 500 milhões
- 29 de dezembro 2025: Acordo de aquisição é fechado (segunda-feira)
- 30 de dezembro 2025: Meta anuncia oficialmente a compra (hoje)
O Que Esperar Daqui Para Frente
A integração da equipe da Manus — cerca de uma centena de funcionários — aos times de IA da Meta já começou. O CEO Xiao Hong se reportará diretamente a Javier Olivan, diretor de operações da Meta. Nos próximos meses, é provável que vejamos os primeiros agentes autônomos sendo testados no WhatsApp Business e no Meta AI; depois, a expansão para outras plataformas da empresa deve acontecer de forma gradual.
A aposta da Meta é cristalina: o futuro da IA não está em chatbots cada vez mais inteligentes, mas em agentes que realmente fazem o trabalho — aqueles que não apenas sugerem, mas executam. Com a Manus, eles acabaram de comprar uma vantagem de anos sobre a concorrência.
É curioso notar que, enquanto a indústria ainda debate qual modelo é mais “inteligente”, a Meta já está perguntando qual é mais útil. E essa mudança de perspectiva pode ser o diferencial que define os vencedores da próxima década.
Você está pronto para ter um assistente de IA que não apenas responde suas perguntas, mas executa suas tarefas de forma autônoma? Porque essa realidade está mais próxima do que a maioria imagina — e a Meta acabou de acelerar o cronograma.
